Alienando a Vida

•10 10UTC Novembro 10UTC 2009 • Deixe um comentário

Mais uma vez eu aqui pra falar de um fenômeno da televisão brasileira, a novela das 9. Todo mundo sabe que as paixões brasileiras são o futebol e as novelas, é como dizem por ai, todo brasileiro tem um pouco de técnico de futebol e escritor de novela.
A nova novela, de Manuel Carlos não foge do seu padrão de realismo, mais uma vez Helena vive dramas da vida real. Eu acho interessantíssimo como há diálogos representados, nos quais a gente já escutou pelo menos uma vez na nossa própria vida. Mas puuuts, eu não tenho paciência para cenas repetitivas, para problemas repetitivos e cá entre nós para a artificialidade da representação de Thaís Araújo e Aline Morais.
Todo mundo gosta de novela, porque elas são uma representação da vida real, porém ainda gostam mais porque elas são um escape da nossa própria realidade. “Viver a vida” envolve realidade e ficção, uma vez que a realidade financeira dos brasileiros não é a mesma que a dos protagonistas da novela. Pra mim isso é muito perigoso, pois falsa idéia de fato é mais alienativa as pessoas.
Não to julgando Manuel Carlos, é que gosto das coisas com mais ação. Sei lá, acho que prefiro o futebol.

Yes, We Créu

•5 05UTC Outubro 05UTC 2009 • 1 Comentário

Ouviram de Copenhagen palavras mágicas e o povo heróico foi a loucura. É tudo de uma vez, é Copa daqui a menos de 5 anos, é Olimpíadas daqui a menos de 7. Meu Deus que emoção é torcer, é uma felicidade saber que tudo vai estar tão pertinho da gente, uma realidade na qual muitos pensaram que nunca viveriam. Tudo bem, daqui pra 2016 muita coisa pode acontecer, eu posso ta rica ou pobre, doente ou saudável, viva ou morta (toc toc toc bate na madeira), mas é uma oportunidade de acompanhar possíveis conquistas no esporte, que não temos na política brasileira.
Há quem não goste da escolha, dizem por ai que o Brasil vai gastar muito dinheiro com coisas “fúteis” e os mais pessimistas ainda têm medo de não possuirmos uma estrutura adequada. Eu discordo, acho que uma coisa leva outra, o Brasil conseguiu abrigar o Pan (claro q sempre com um superfaturamento de prache), que pode até ser um evento de menor porte, mas exige as mesmas condições mínimas para se abrigar atletas de diversos países, com a estruturação de novos e mais modernos locais para a prática dos mais diversos esportes, vai estimular a pratica de novos esportistas, oportunidades para mais pessoas, empregos, renda… e toda aquela ladainha de político quando vai justificar o feito de alguma obra cara. Entretanto não é só isso, o Brasil vai ter que se qualificar no quesito de transportes aéreos e rodoviários, construir novas estradas, fazer duplicações, melhorar a estrutura das rodoviárias e aeroportos, criar novos padrões de qualidade para as companhias aéreas… e todo aquele titi incômodo que a gente sabe que passa quando resolve viajar. Ai sim o trabalho é pra ontem, e por isso precisamos de AÇÃO já.
Tenho as mais otimistas esperanças de que tais mudanças vão ser refletidas em outros setores do nosso país, como a educação e o gerenciamento urbano, também espero que os próximos políticos saibam a importância disso e continuem esse trabalho, afinal conseguiremos conquistar bem mais com braços fortes, “ô pátria amada idolatrada salve! Salve!”.

Guarda Roupa

•14 14UTC Setembro 14UTC 2009 • 2 Comentários

Antes de mais delongas, vou dizer que estou com saudades e vim contar as notícias. A má notícia é que os rumos da minha vida não me permitem escrever assiduamente, mas para quem estava com saudades também, a boa notícia é que eu não vou abandonar o blog. Agora vamos deixar de blábláblá.
Existe uma pessoa presente na minha vida que costuma dizer que ninguém é insubstituível. Discordo e discuto para provar a minha tese de que todos nós somos insubstituíveis. E não quero fazer papo de alto ajuda. Pessoas que pensam que os outros são substituíveis são vazias tratam as pessoas pelos cargos que elas ocupam em suas vidas.
Cada pessoa tem suas características físicas, sua personalidade e sentimentos, que são fruto das suas experiências de vida e assim cada momento vivido com uma pessoa diferente é um momento único. Podemos até trocar de amigos, de namorados, de colegas de classe ou de trabalho, tem mães que podem tentar preencher uma lacuna do filho que morreu com uma outra criança. Sim,os cargos foram substituídos, mas os sentimentos, experiências e lembranças referentes a um outro alguém nunca serão substituídos.
Ser insubstituível é o que permite manter amizades e relacionamentos, como por exemplo, se uma pessoa é demitida da empresa em que trabalhava, seu cargo será ocupado, mas a sua personalidade jamais será, por isso, há como manter uma amizade com seus antigos colegas de trabalho.
Tem uma frase que diz “troca de namorado como quem troca de roupa”. E pra mim é frase de gente sensível. Nossa vida é como um guarda roupa, sempre tem uma blusa que você gosta e usa mais, uma calça que veste melhor, cada peça veste de uma maneira única em você, e mesmo que você rasgue e não sirva mais, os momentos que você passou vestida com ela foram únicos e nunca serão repedidos por mais que sejam vestidas outras roupas.

Xadrez Social

•12 12UTC Agosto 12UTC 2009 • 2 Comentários

Ai de volta a vida real. Acabaram-se as férias e eu estou de volta ao batente! Último semestre da Faculdade tecnológica de Gestão Ambiental. Foram dois anos cheios de particularidades e mudanças. A consciência de que um ano passa rápido todo mundo tem, mas de que as coisas mudam rápido demais, só aqueles que remetem-se a nostalgia de curtos ou longos períodos de tempo.
Um exemplo claro é o de uma sala de aula (da faculdade ou do jardim de infância). É sempre curioso como os amigos do inicio do ano nem sempre são os mesmos do final, sempre há uma decepção ou uma surpresa com alguém. Relações sociais sempre foram motivos para estudo, as vezes sentimos saudades de situações em que o destino separou, outras sentimos alivio pela mente que acordou. Julgar o que passou é para os tolos, entender é para os sábios.
As vezes penso nas relações da vida como um jogo de xadrez, a sempre dois lados, peças fracas, peças fortes, algumas se movimentam em direções distintas e com suas próprias características, protegem-se, arriscam-se, somem do tabuleiro, aproximam-se, afastam-se, permanecem juntas. No tabuleiro da vida as peças, por mais que pareçam ter movimento aleatório, sempre têm algum objetivo em mente, há as mais diversas estratégias, porém no fundo uma única finalidade: a de viver.

Histórias do Amor

•31 31UTC Julho 31UTC 2009 • Deixe um comentário

No mundo dos Sentimentos também há relacionamentos. O maior garanhão é o Amor, sim ele mesmo, a sua primeira namorada foi a Amizade, ela era uma moça bonita, descontraída e companheira, eles se davam muito bem, mas faltava alguma coisa e o namoro acabou não dando certo, sem ressentimentos acabaram amigos no fim. Depois o Amor se envolveu com a Mágoa, só umas ficadas, apesar de ela não ser tão bonita e ter uma personalidade difícil, meio melancólica o amor não tinha preconceitos, algo o atraiu e ele assumiu os sentimentos. No fim não durou muito tempo a Magoa era vingativa, tinha uma boa memória e não suportava as lembranças que a machucavam, acabaram brigados e a Magoa nunca mais falou ou sequer olhou na cara do Amor.
O Amor sempre saia arrasado, mas sempre foi sensato, entendendo o que era o melhor pra cada um.
Ainda vieram outras, como a Inveja. Até que o relacionamento durou alguns meses, mas era complicado se dar bem com alguém tão intolerante e competitiva. Outra foi a Felicidade, ela era de longe a namorada mais bonita que o Amor já teve e simpática, mas está contente o tempo inteiro, soava superficial. Era doloroso partir e seguir em frente, mas o amor sempre soube guardar as melhores lembranças de cada uma de suas garotas com quem se envolvia.
Até que ele encontrou a mulher da sua vida. Era ela a jovem e bonita Paixão. No começo ninguém acreditou que eles dariam certo, como poderiam duas pessoas tão diferentes podem ficar juntas? Ela era ciumenta, agitada, impulsiva, dominadora e intensa. Ele era tranqüilo, experiente, organizado e passivo. Após as discussões ele pensava, analisava, refletia e se sentia triste. Ela gritava, gritava mais um pouco, chorava, jogava vaso na parede… Apesar das diferenças eles se completavam, pois ambos eram verdadeiros um com o outro. A Paixão não sabia definir o que ela sentia pelo Amor, e vice e versa. Um dia resolverão se casar, e mas uma vez não souberam explicar o porque. Parece que entre o Amor e a Paixão nunca havia explicação. E mais uma vez eles foram felizes sem explicação. O Amor sempre teve medo da paixão se cansar e acabar o relacionamento como já fez com alguns ex, mas ai um dia ele ouviu ela o dizer “eu te amo” e descobriu que a paixão pode virar amor.

Ciclo de amizade

•24 24UTC Julho 24UTC 2009 • 2 Comentários

Não posso deixar passar em branco a data comemorativa que ocorreu essa semana. Sim, faz 40 anos que homem chegou a lua, e isso foi histórico, raro e precioso para história da humanidade e tão importante quanto o dia 20 de julho, O dia Amigoooo, afinal de contas é tão raro e precioso ter um amigo hoje em dia né?!
Alguém me disse uma vez, numa daquelas reflexões filosóficas de mesa de bar, que as amizades se renovam em um ciclo de cada 5 anos. E num é que faz sentido mesmo!
Vamos aos exemplos:
• Com 5 anos de idade – Seus melhores amigos são os do parquinho, da escola, da natação ou da dancinha, os vizinhos da rua ou do condomínio e os filhos dos amigos dos seus pais. Você brinca com todos, e briga com aqueles que te dão apelidos.
• Com 10 anos de idade – Se você não mudou de escola nem de cidade metade dos seus amigos já o fizeram, e você já não brinca com tanta freqüência sua forma de fazer amigos vem evoluindo para a conversa também, e só permanecem aqueles com quem você se identifica. De repente aquele com quem você mais gostava de brincar vai ficando diferente ou aquele do qual você nem gostava muito fica legal, mas claro que ainda sobram amigos dos velhos tempos.
• Com 15 anos – Uma boa parte continua mudando-se de cidade ou de escola, já que essa fase é importante pensar no vestibular, ai você vai escolhendo aquele com quem você vai pra farra, a pessoa com quem conversar num dia difícil, o indivíduo com quem estudar antes de uma prova, o sujeito para conversar numa tarde chuvosa… e ai vai aumentando seu ciclo, ainda preserva alguns bons amigos das outras fases de sua vida, se afasta de outros, reencontra alguns, e assim a vida vai determinando caminhos e você se sente realmente cheio de amigos com que pode contar.
• Com 20 anos – Maior parte se afastou, passou no vestibular arranjou novos amigos na faculdade, e você ainda matem amigos daquela época, mas nem todos. Alguns até casam, arranjam relacionamentos e se afastam. Seu ciclo continua aumentando, você continua se afastando de uns, reencontrando mais uns, mas já não continua se sentindo cheio de amigos com que pode contar, as pessoas parecem mais competitivas, cheia de maldades e você com muita decepção na bagagem.
• Com 25 anos – Já não sobram quase ninguém conhecido dos 5 anos de idade, as pessoas que circularam na sua vida já foram muitas, suas surpresas e decepções também. Você acabou a faculdade trabalha, mudou seu ambiente de convivência para o ambiente de trabalho. Ainda te sobram amizades dos outros ciclos, com intensidades e considerações diferentes. Você já perdoou tantas vezes, já foi intolerante outras e seus amigos de verdade você conta nos dedos mesmo que você tenha a mão do lula.
Eu poderia continuar contando os ciclos de amizade, mas a constatação já pode ser feita, de que a vida continua determinando novos caminhos, novas experiências novas pessoas, personalidades, oportunidades, reencontros, decepções… é difícil manter amigos com tantas coisas na cabeça, com tantas pessoas para dar atenção, com tantas mudanças… é difícil mas é possível manter consideração eterna, contato ainda que não seja freqüente, sentir saudades, se sentir feliz com a felicidade do outro, ajudar quando possível…
É complicado pensar o quanto ciclos são iguais, enquanto o mundo muda a cada segundo, mas o amor, tai, um negocinho que não muda?! É como já dizia o poeta “a amizade é um amor que nunca morre”.

Nostalgia em Poesias

•16 16UTC Julho 16UTC 2009 • Deixe um comentário

Hoje me bateu uma sessão de nostalgia, por incrível que pareça às férias não estão trazendo inspiração. Então fui ver uns textos antigos, umas “poesias”, ai decidir compartilhar minha nostalgia. Selecionei alguns que eu mais gosto:

* Nessa vida tudo muda, até BerMuda
É estranho olhar para trás e ver que tudo mudou
Um paradoxo acontece
Quanto mais às coisas mudam, mais as pessoas parecem ser as mesmas
E quando a vida apresenta uma nova bifurcação no caminho
Não siga pelo caminho de sempre, arrisque, não hesite e se der não petisque
Bate o medo da nossa paz sumir
E se sumir??
Apenas siga em frente, sem se preocupar
Não tenha medo, deixe fluir,
Q vai evoluir
Pois é errando que se aprende
E que não se arrepende
Afinal, nessa vida tudo passa até Uva Passa

*Uma certa vez li em algum lugar
“Para que sofrer se nada é eterno?”
O reboot veio:
“Pra que viver se toda felicidade é em vão?”
Não há como ser feliz sem saber o que é ruim
Não há como saber o que é ruim sem sofrer
Nenhum sofrimento é em vão
Toda felicidade é eterna
O melhor é usufruir da eternidade
Com os ensinamentos
De nobres sentimentos

* Na falta de oráculos para preverem um futuro
Muitos tentam viver de lembranças
Que sempre são abaladas pelas surpresas do momento
Cada tempo nos faz ver a vida de uma maneira diferente
O passado nos permite entender e descobrir
O presente nos permite sentir e agir
O futuro nos permite criar, imaginar
Estranho como o passado logo se torna futuro
A um segundo atrás você já descobriu, sentiu, imaginou…
Estranho pensar q sua vida é a mesma de sempre
Mais estranho é achar q tudo mudou
Não viver o passado
Não sonhar com o futuro
Fluir com o presente
E deixar q o mundo te leve aonde quer chegar

Quando Dizer ‘Eu te amo!’

•9 09UTC Julho 09UTC 2009 • 1 Comentário

Hoje li um texto daqueles que você recebe em e-mail, mas é um dos meus preferidos! Ao longo das palavras uma das frases que me chama mais atenção é: “O amor odeia clichês”. Então, quando dizer eu te amo? Se não após sessões clichês de jantar a luz de velas, num cartão de flores do dia dos namorados ou após uma noite de amor? Não sei quanto a vocês, mas para mim, quando tais fatos acontecem nos filmes, nunca parece ser sincero e quando realmente sugere ser sincero, não aparenta ser real.
Há pessoas que vulgarizam o verbo amar por ai, algumas por que são oportunistas e dizem quando lhe convém, com o objetivo de amolecer o coração de um outro alguém, outras que dizem por serem inocentes, por acharem que realmente amam tudo e a todos e na verdade não sabem nem do que se trata. Geralmente, as primeiras controlam os seus sentimentos e as últimas se apaixonam fácil, o que elas têm em comum primeiro é que sempre confundem paixão com amor. Afinal, quem não se confunde, você só tem certeza que não era amor quando a paixão acaba, enquanto ela não esvai-se e não é superada haverá ilusão. O segundo ponto é que ambos os tipos de pessoas nunca surpreendem ninguém.
Não adianta planejar quando dizer ou ouvir “eu te amo”, pois nunca convence, quem idealiza sofre. Você vai ouvir um “eu te amo” sincero às 5 da manhã depois de uma briga com o seu namorado; vai ouvir às 6 horas da tarde depois relembrar os bons momentos ao lado da sua melhor amiga; irá ouvir às 10 horas da noite após escutar as recomendações do seu pai para ir à balada… Sim, você se sentirá surpreendido e amado de verdade nesses momentos.
Então, o momento ideal para dizer as palavrinhas mágicas do coração (ficou brega, eu sei… mas ficou bonitinho também vai) não será o que você imaginou, será quando você se sentir imprevisivelmente cheio de amor.

Modinha do Sarney

•3 03UTC Julho 03UTC 2009 • 1 Comentário

Vamos mais uma vez falar do fenômeno (da pra não pensar no Ronaldo!): o twitter. Que neste momento mostra-se mais do que uma ferramenta incomum para socialização de pessoas conhecidas e desconhecidas através de piadinhas e informações alheias.
Vamos aos fatos:
1º Fato: nas ultimas semana, vem sendo bastante comentada na mídia (além de Michael Jackson) tomadas de decisões do Senado, que envolvem o presidente do Senado José Sarney. O senador, que já possui 54 anos de vida pública presente no senado, está sendo acusado de uma infinidade de coisas. “Nas últimas semanas, pessoas ligadas a José Sarney têm sofrido uma série de acusações. A mais recente é de que um de seus netos, José Adriano Sarney, intermediava empréstimos consignados entre instituições bancárias e servidores da Casa.” (http://joseagripino.wordpress.com/).
2º Fato: Esse final de semana houve uma comoção, acerca do fato a cima, por um movimento de celebrytes (@pedroneschling; @Junior_Lima; @marcelotas; @rafinhabastos; @rodrigovesgo; @mionzera… entre outras famosidades) do twitter já criado, chamado “Piratas do Twitter”, propôs em um dos seu primeiros manifestos o tema #forasarney. No começo parecia mais celebrytes viciadas em twitter querendo ganhar popularidade em cima de um tema polêmico, ou seja, gerar modinha. Pediram até a ajuda estrangeira do ator e apresentador americano Ashton Kutcher (ele possui só a baba de mais de 2 milhões de seguidores), que por sua vez, deu uma lição de moral nos brazucas “Para os brasileiros; só vocês têm o poder de afastar seu senador. É o seu país. Vocês devem lutar pelo que acreditam. Eu não tenho voto”. Os brasileiros finalmente se tocaram e foram fazer pressão em quem finalmente podia fazer algo, como em políticos que possuem twitter como o senador José Agripino e, claro, no próprio povo.
Resultado dos fatos: Sarney foi afastado do cargo no período de investigações e por incrível que pareça houveram manifestações em algumas cidades do país, não com o sucesso esperado uma vez que, em São Paulo, a cidade mais populosa do país, houveram apenas 60 pessoas presentes (sem contar os jornalista e curiosos). Movimento tranqüilo e sem repressão, que envolveu até algumas celebrits como o Vj da Mtv Felipe Solari e o paraquedista Gui Pádua, no Rio também houve a presença de Tico Santa Cruz vocalista do Detonautas, há quem fale da presença do pessoal do cqc também.
Fácil julgar dizer que o movimento foi um fiasco, afinal tinham poucas pessoas compareceram, mas o mais importante é que elas compareceram, não ficaram com o bumbum na cadeira na frente do computador afirmando que o Brasil não tem jeito, que as pessoas nunca vão influenciar o poder público, que tudo é uma cena ridícula. E daí que são poucas pessoas! Era gente que estava se fazendo ouvir, nenhum manifesto agrega milhares de pessoas da noite pro dia, antes um maluco gritando “Ordem e Progresso” no meio da rua, do que milhares de malucos com medo do que os outros vão achar de sua revolta. Espero que os manifestos continuem e que as pessoas se envolvam de verdade. Que os famosos que criaram a movimento também possam ser mais participativos e interagir da mesma forma que nós meros mortais, afinal onde famoso tem mídia e onde tem mídia e manifesto tem pressão aos políticos. Se era modinha que se transformou em manifesto eu não sei, mas espero que os criadores do “Piratas do twitter” não hajam como se fossem ventríloquos e nos marionetes que manifestaram por eles.

Clichê das Índias

•27 27UTC Junho 27UTC 2009 • 1 Comentário

Parece que na novela das 9 hoje, Surya continua chantageando Maya e Indira a contar para mãe de Opash sobre o filho bastardo de Raj.
Ás vezes me acho anormal! Porque eu simplesmente não consigo me viciar nessa novela? Eu até já tentei, mas não dá. Acho que tenho uma implicância com Gloria Perez desde “O Clone”. Sabe essa história de cultura indiana não me convence, é diferente do que já vi em alguns documentários e do que aprendi nos tempos de escolas, não consigo alienar-me a pensar que aquilo é tudo real e ignorar outras séries de fatores que rodeiam uma cultura tão vasta. Sem falar nas cenas de amor, que são melosas e demoradas, com muitos closes. Essa história de filho trocado, de amores separados e de filhos bastardos me soa tão clichê como novela do SBT. O que se aproveita é a interpretação impecável de Bruno Galiasso como esquizofrênico. Ai sim rouba minha atenção de vez em quando (aqueles olhos azuis também ajudam).
Ta ok?! Nunca fui muito chegada em novelas, pra mim elas são pouco objetivas. Vez por outra tem uma que me pega, como “A Favorita”, por ser mais dinâmica e objetiva, há… e por atiçar a curiosidade com mistérios também. No fim, acabo me envolvendo com o psicológico das personagens, se elas forem muito dramáticas ou previsíveis, perde o encanto de desvendar um ser desconhecido.
De vez enquando me passa uma leve impressão de que é tudo uma questão de ser novela do horário nobre da Globo (Plínplin). Fico me perguntando se “Caminho das Índias” passasse na Record. Mas sei lá, devo ser implicante mesmo.

A pedidos… Amiguinha eu te amo…