Bem Pessoal estou de volta…
E dessa vez pra postar apenas histórias, pois vou participar do concurso da Revista Capricho em que Meg Cabot, a autora da série “O Diário da Princesa”, vai eleger um texto para ser publicado na revista, são seis temas e o primeiro foi romance assustador, eu pensei em fazer uma adaptação de “A Fadinha e o Tritão”, série de textos já publicados neste blog. O problema é que o texto tem que ter exatamente 500 palavras, então eu pelo menos fiquei com um gostinho de quero mais…
Jóia do Mar
Após a morte dos seus pais, Lana estava de volta a Ilha do Sol, para morar com sua irmã, Alicia, que trabalhava naquela ilha como bióloga.
Seu primeiro dia de aula corria perfeitamente normal até o caminho de volta para casa. Onde Lana escutou vozes que cantavam lindamente, porém eram coisas que ela não conseguia entender. O som parecia vir da floresta e ela o seguiu até deparar-se com o lugar mais bonito que ela já vira: um rochedo, que mais parecia um mirante pro mar de águas cristalinas. Quase se esqueceu das vozes, que ainda ouvia e que parecia vir das águas. Ela sentou-se nas rochas para aproximar-se da água, então seu coração deu um salto, primeiro pelo susto, depois pela beleza do que ela via. Era uma criatura magnífica que saia da água em um salto de golfinho. A criatura parecia perfeita, com uma pele pálida e com um brilho particular, cabelos brancos compridos, feições afiladas e da sua cintura brotava um grande rabo de peixe dourado. Um salto rápido, mas que levou tempo suficiente para Lana fita-lo com olhos admirados e perceber que os outros olhos retribuíam o mesmo olhar antes de voltar a água. Para a sua surpresa a criatura emergiu novamente, dessa vez soltando um rugido que mais lembrava a um grito de ópera.
No outro dia, Lana estava de volta ao mesmo lugar, sem medo e motivada pela excitação e a esperança. Não demorou muito para ela ver algo se projetando cautelosamente na água, não mostrando mais que seus ombros largos. Ele aproximou-se das pedras com um olhar receoso, porém gracioso, pois seus olhos verde água tinham uma beleza nunca vista. Havia tensão por trás dos olhos cor de mel da garota nas rochas.
- “Porque você voltou?” Disse a criatura com uma voz doce que quebrou a agonia do silêncio.
- “Eu não sei” tentou explicar-se com uma voz tremula. “O que você é?”
- “Eu sou um tritão e neste momento eu poderia estar enfeitiçando você apenas com um olhar” falou encarando-a.
Lana já tinha ouvido sobre lenda de sereias, mas nunca pensou que pudesse ser verdade.
- “Porque você faria isso?” Lana falou.
- “Rivalidade com humanos. Você sente medo?” falou confuso.
- “Não” disse corando as bochechas “Como você se chama?”
- “Nunca vi uma como você antes. Meu nome é Berilo”
- “Lana”
Berilo contou que seu povo fazia ataques contra navios e banhistas, porém sua família era de uma ordem na qual não apoiavam as agressões. Falou, também, que seu canto atraia pessoas para as águas e que ele podia controlá-las se quisesse, entretanto ela era diferente por algum motivo. Lana pediu para tocar seu rosto, para sentir sua pele gelada e macia, então um beijo terno aconteceu e o romance impossível surgia. Como Berilo iria protegê-la da sua própria espécie? Como fazer para ficarem juntos? Tudo parecia perigoso e assustador para ambos, mas agora tudo que importava era lutar para serem felizes para sempre.