Mãe do Dia

12 05 2009

Eu sei que o dia das mães já passou, mas partindo pré-suposto de que dia das mães é todo dia, eu não estou fora de um padrão, ainda mais se esse padrão for ditado pela mídia.
Acredito, que nos dias de hoje a grande maioria tem alguma consciência de que somos alienados as vontades da mídia e que dia dos pais, das mães, dos namorados, páscoa e até o natal, são datas muito mais para aquecer as vendas do comércio do que para espalhar amor fraternal. Fraternidade que comove grande maioria, mas pode ser letal a algumas pessoas.
Com tantas propagandas na TV de família felizes, filhos abraçando suas mães com presentes e de famílias felizes (só pra enfatizar) é difícil imaginar uma mãe que acabou de perder o filho vendo todas essas imagens ou alguém que já perdeu sua mãe, filhos que foram abandonados… É difícil imaginar sim! Mas essas realidades existem no dia dia-a-dia e nos dias de festa.
Eu nunca passei por essas dificuldades, acho que tive sorte na vida. Eu nunca tive problemas sérios com minha mãe, ela sempre foi um grande espelho para mim, por isso eu devo ama-la todo dia de rotina ou das mães. O maior presente que se deve dar a uma mãe não é um carro, nem uma maquina de lavar, na verdade a maior premiação que uma mãe pode ter é orgulho de um filho. Ainda não tenho dinheiro pra comprar um carro novo, mas orgulho eu acredito que consegui dar em vários momentos das nossas vidas.
Mãe Te Amo.
Obrigada por tudo!





Bem Vindo ao Municipio de Vida

1 04 2009

Uma certa vez tive um sonho incomum, com uma cidade incomum. Era uma cidadezinha chamada Vida, cheia de ruas e avenidas, que em sua maioria eram cheia de bifurcações, que infelizmente por ausência de mapas muitas pessoas acabavam se perdendo ou se encontrando na tal vida.

Na cidade havia algumas ruas principais. A primeira chamava-se Av. dos Amigos Para Sempre: era uma avenida muito arborizada, com duas faixas, pois as pessoas só andavam em grupos e por isso encotramos lá engarrafamento intenso, porém não havia nenhum sinal de transtorno e sim pessoas alegres, com o som alto, brincando e brindando com os carros vizinhos. Após essa avenida haviam várias bifurcações e caminhos confusos para onde a maioria queria ir, por isso muitos se atrapalhavam e adentravam a Rua Solidão, uma rua engarrafada, cercada de orfanatos e asilos, onde as pessoas que ali iam parar, ou xingavam demais ou choravam demais.

O destino esperado era a Av. Business do Sucesso, que ficava no centro da cidade cercada por enormes prédios e lojas, com árvores de dinheiro nos canteiros e com vários arco-íris. Uma avenida ampla com várias faixas, muitas ruas de entrada, retornos e viadutos, que se tornavam essenciais, já que a maioria dos seus motoristas andavam em alta velocidade a fim de chegar logo em seus arco-íris e resgatar seu prometido pote de ouro, com tal afobação, muitos se distraiam em passar uns pelos outros, para chegar primeiro, sem reparar na entrada correta, assim obrigados a pegar retornos ou ruas de acesso. Alguns desses motoristas jamais voltavam, por não conseguirem encontrar as ruas de acesso correta, assim entram na Rua Sanatório da Loucura, da Queda da Depressão ou na Rua da Inveja Mata, que os levavam para periferia da cidade.

Após passar o centro, encontrávamos uma avenida famosíssima chamada Av. do Amor Estar no Ar,mas que poucos já haviam realmente cruzado, pois essa rua era facilmente confundida com a Av. Calor da Paixão, essa sim! Já serviu de passagem para muitos motoristas da cidade, por ser uma avenida curta e de mais fácil acesso, porém agitada, com canteiros de rosas vermelhas, com mão dupla, conhecida, por se localizada na parte da cidade onde se fazia mais calor. Até que parecia mesmo com a Av. do Amor (muitos só a chamavam assim), se não fosse pelo fato dessa ser uma rua tranqüila e de clima mais ameno, que cruzava a cidade quase inteira, pois possuía um prolongamento chamado a Av. da Grande Família: uma avenida ampla, com várias faixas, calma e tranqüila, cercada por casas com grandes jardins, praças e playgrounds.

No sonho eu andava por toda a cidade e muitas vezes me via perdida, buscando informações com os moradores da tal cidadezinha e quase sempre quem me dava às informações era um velhinho e uma velhinha, que andavam sempre juntos e pareciam estar por todos os lugares. Até quando cheguei à última rua, na qual eles haviam me indicado, então resolvi perguntar o nome do casal. O senhor e a senhora ainda não quiseram me dizer seus nomes, porém a senhora disse que antes de ir embora, precisava conhecer um local onde, há muito tempo já levou o seu nome e me contaram também, que todos passavam por ele um dia. Então, me levaram a um beco muito curioso, cheio de curvas e com entradas de outros becos e ruelas. Ali algumas pessoas se emocionavam, choravam, abrasavam-se, beijavam-se, crianças, adultos, homens e mulheres. Alguns deixavam o local em uma calorosa despedida seguindo sozinhos até a Rua Solidão ou a Av. Business do Sucesso, outros pareciam não acreditar e andavam de mão dadas seguindo juntos a Av. do Amor ou a Av. do Amigos Para Sempre e assim vi, observei vários caminhos diferentes pessoas correndo desesperadas pra Rua da Depressão ou a Av. Calor da Paixão. Por um momento não entendi o que se passava. Por que pessoas que se encontravam podiam ter reações tão diversas? Então, mais uma vez o casal me explicou, que o tal beco tinha o poder de mudar a vida das pessoas. O senhor me contou que era taxista e com seus ajudantes, por conta própria, traziam algumas pessoas ao beco, por sua vez, a senhora falou que era a prefeita da cidade e que a oposição sempre a apelidou de Acaso. Então, ela se apresentou como Dona Destino e ele como Seu Tempo. Eles me contaram que eram casados e quase sempre estavam juntos, ao mesmo tempo me mostravam a placa com o nome do longo beco: “Beco do Destino”. Dona Destino era quem comandava a vida das pessoas mostrando os caminhos que elas podem seguir e o Seu Tempo era encarregado de levar as pessoas no momento certo ao “Beco do Destino“.

Subitamente acordei do sonho sentindo que tinha sido real. Continuei o dia com aquele sonho na cabeça. À medida que o dia passava, eu tinha mais certeza de que ele tinha algo real. Depois de dias, semanas, meses e anos o sonho não pode sair da minha cabeça e eu pude comprovar a sensação de que, na vida o tempo nos leva no momento certo a tomar as escolhas impostas pelo destino da maneira mais real possível.








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