Alienando a Vida

10 11 2009

Mais uma vez eu aqui pra falar de um fenômeno da televisão brasileira, a novela das 9. Todo mundo sabe que as paixões brasileiras são o futebol e as novelas, é como dizem por ai, todo brasileiro tem um pouco de técnico de futebol e escritor de novela.
A nova novela, de Manuel Carlos não foge do seu padrão de realismo, mais uma vez Helena vive dramas da vida real. Eu acho interessantíssimo como há diálogos representados, nos quais a gente já escutou pelo menos uma vez na nossa própria vida. Mas puuuts, eu não tenho paciência para cenas repetitivas, para problemas repetitivos e cá entre nós para a artificialidade da representação de Thaís Araújo e Aline Morais.
Todo mundo gosta de novela, porque elas são uma representação da vida real, porém ainda gostam mais porque elas são um escape da nossa própria realidade. “Viver a vida” envolve realidade e ficção, uma vez que a realidade financeira dos brasileiros não é a mesma que a dos protagonistas da novela. Pra mim isso é muito perigoso, pois falsa idéia de fato é mais alienativa as pessoas.
Não to julgando Manuel Carlos, é que gosto das coisas com mais ação. Sei lá, acho que prefiro o futebol.





Clichê das Índias

27 06 2009

Parece que na novela das 9 hoje, Surya continua chantageando Maya e Indira a contar para mãe de Opash sobre o filho bastardo de Raj.
Ás vezes me acho anormal! Porque eu simplesmente não consigo me viciar nessa novela? Eu até já tentei, mas não dá. Acho que tenho uma implicância com Gloria Perez desde “O Clone”. Sabe essa história de cultura indiana não me convence, é diferente do que já vi em alguns documentários e do que aprendi nos tempos de escolas, não consigo alienar-me a pensar que aquilo é tudo real e ignorar outras séries de fatores que rodeiam uma cultura tão vasta. Sem falar nas cenas de amor, que são melosas e demoradas, com muitos closes. Essa história de filho trocado, de amores separados e de filhos bastardos me soa tão clichê como novela do SBT. O que se aproveita é a interpretação impecável de Bruno Galiasso como esquizofrênico. Ai sim rouba minha atenção de vez em quando (aqueles olhos azuis também ajudam).
Ta ok?! Nunca fui muito chegada em novelas, pra mim elas são pouco objetivas. Vez por outra tem uma que me pega, como “A Favorita”, por ser mais dinâmica e objetiva, há… e por atiçar a curiosidade com mistérios também. No fim, acabo me envolvendo com o psicológico das personagens, se elas forem muito dramáticas ou previsíveis, perde o encanto de desvendar um ser desconhecido.
De vez enquando me passa uma leve impressão de que é tudo uma questão de ser novela do horário nobre da Globo (Plínplin). Fico me perguntando se “Caminho das Índias” passasse na Record. Mas sei lá, devo ser implicante mesmo.

A pedidos… Amiguinha eu te amo…








Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.