Histórias do Amor

31 07 2009

No mundo dos Sentimentos também há relacionamentos. O maior garanhão é o Amor, sim ele mesmo, a sua primeira namorada foi a Amizade, ela era uma moça bonita, descontraída e companheira, eles se davam muito bem, mas faltava alguma coisa e o namoro acabou não dando certo, sem ressentimentos acabaram amigos no fim. Depois o Amor se envolveu com a Mágoa, só umas ficadas, apesar de ela não ser tão bonita e ter uma personalidade difícil, meio melancólica o amor não tinha preconceitos, algo o atraiu e ele assumiu os sentimentos. No fim não durou muito tempo a Magoa era vingativa, tinha uma boa memória e não suportava as lembranças que a machucavam, acabaram brigados e a Magoa nunca mais falou ou sequer olhou na cara do Amor.
O Amor sempre saia arrasado, mas sempre foi sensato, entendendo o que era o melhor pra cada um.
Ainda vieram outras, como a Inveja. Até que o relacionamento durou alguns meses, mas era complicado se dar bem com alguém tão intolerante e competitiva. Outra foi a Felicidade, ela era de longe a namorada mais bonita que o Amor já teve e simpática, mas está contente o tempo inteiro, soava superficial. Era doloroso partir e seguir em frente, mas o amor sempre soube guardar as melhores lembranças de cada uma de suas garotas com quem se envolvia.
Até que ele encontrou a mulher da sua vida. Era ela a jovem e bonita Paixão. No começo ninguém acreditou que eles dariam certo, como poderiam duas pessoas tão diferentes podem ficar juntas? Ela era ciumenta, agitada, impulsiva, dominadora e intensa. Ele era tranqüilo, experiente, organizado e passivo. Após as discussões ele pensava, analisava, refletia e se sentia triste. Ela gritava, gritava mais um pouco, chorava, jogava vaso na parede… Apesar das diferenças eles se completavam, pois ambos eram verdadeiros um com o outro. A Paixão não sabia definir o que ela sentia pelo Amor, e vice e versa. Um dia resolverão se casar, e mas uma vez não souberam explicar o porque. Parece que entre o Amor e a Paixão nunca havia explicação. E mais uma vez eles foram felizes sem explicação. O Amor sempre teve medo da paixão se cansar e acabar o relacionamento como já fez com alguns ex, mas ai um dia ele ouviu ela o dizer “eu te amo” e descobriu que a paixão pode virar amor.





Quando Dizer ‘Eu te amo!’

9 07 2009

Hoje li um texto daqueles que você recebe em e-mail, mas é um dos meus preferidos! Ao longo das palavras uma das frases que me chama mais atenção é: “O amor odeia clichês”. Então, quando dizer eu te amo? Se não após sessões clichês de jantar a luz de velas, num cartão de flores do dia dos namorados ou após uma noite de amor? Não sei quanto a vocês, mas para mim, quando tais fatos acontecem nos filmes, nunca parece ser sincero e quando realmente sugere ser sincero, não aparenta ser real.
Há pessoas que vulgarizam o verbo amar por ai, algumas por que são oportunistas e dizem quando lhe convém, com o objetivo de amolecer o coração de um outro alguém, outras que dizem por serem inocentes, por acharem que realmente amam tudo e a todos e na verdade não sabem nem do que se trata. Geralmente, as primeiras controlam os seus sentimentos e as últimas se apaixonam fácil, o que elas têm em comum primeiro é que sempre confundem paixão com amor. Afinal, quem não se confunde, você só tem certeza que não era amor quando a paixão acaba, enquanto ela não esvai-se e não é superada haverá ilusão. O segundo ponto é que ambos os tipos de pessoas nunca surpreendem ninguém.
Não adianta planejar quando dizer ou ouvir “eu te amo”, pois nunca convence, quem idealiza sofre. Você vai ouvir um “eu te amo” sincero às 5 da manhã depois de uma briga com o seu namorado; vai ouvir às 6 horas da tarde depois relembrar os bons momentos ao lado da sua melhor amiga; irá ouvir às 10 horas da noite após escutar as recomendações do seu pai para ir à balada… Sim, você se sentirá surpreendido e amado de verdade nesses momentos.
Então, o momento ideal para dizer as palavrinhas mágicas do coração (ficou brega, eu sei… mas ficou bonitinho também vai) não será o que você imaginou, será quando você se sentir imprevisivelmente cheio de amor.





A Fadinha e o Tritão – Parte 3 (O bilhete)

28 05 2009

- “Eu estive doente por uma semana, pode parecer incrível, mas as fadas também têm alergia. Eu te esperei, porém logo fui te procurar em teu reino não achei nada… pensei que você pudesse ter ido a outro reino, arranjado uma sereia… não sei. Comecei a voar pelos bosques sem esperança, apenas pra me distrair minha mente.” Murmurou a fadinha em uma voz tremula.
- “Bem, parece que nos temos um desencontro aqui?!” Falou Berilo chegando bem perto. “Nós tínhamos os mesmos medos, chegamos as mesmas conclusões precipitadas e nos arriscamos por amor.” Ele disse numa voz calma.
- “Bé, eu ainda te amo!” disse a fadinha, que agora encarava os mesmos olhos verde água que ela conhecia. A fadinha agora pode reparar que os arranhões das guelras ainda estavam presentes em seu pescoço.
- “Eu também te amo minha fadinha” disse enquanto alisava o rosto dela.
- “Mas e ela? Vocês não estão juntos?” perguntou a fadinha com uma pontada de esperança
Berilo pareceu pensar por um momento, parecia nervoso, porem respirou e disse:
-“Escute Tis, é uma longa história. Eu a conheci durante minha procura por ti, eu sentia fome e a família dela me deu casa e comida, nós nos tornamos bons amigos. Até que ela apareceu grávida dizendo-me que o amor dela havia a abandonado. Eu senti que devia ajudá-la, nós casamos e viemos morar distante da sua família para que eles não desconfiassem de que a criança não possa ser meu filho. Mas só somos bons amigos Tis, ela sabe que já fui um tritão e sempre soube quem foi meu grande amor, nós respeitamos os nossos amores.” A história fluía dos lábios de Berilo, porem ele ainda parecia nervoso. “Mas antes de se juntar a nós eu gostaria de pedir antes um favor, não é uma condição, é apenas um favor.”
- “De que forma eu posso ajudar.” Murmurou a fadinha, que acreditava na história.
- “Ela quer que você procure pelo amado dela, ela cuidou tanto tempo de mim eu não quero que ela fique sozinha grávida, hoje eu sei que ela o perdoaria.”
- “Sim eu posso amenizar o sofrimento de quem ama, vou fazer o possível.” Disse a fadinha terminada.
Berilo deu as informações que sabia para facilitar a busca de Tis e mostrou um desenho que a sua companheira havia feito dele. Então ele a pegou num beijo arrebatador, ainda com a mesma virilidade do tritão que ela conheceu um dia.
Tis partiu imediatamente seguindo o rumo indicado por Berilo. Ela disfarçou a suas asas para poder andar nos povoados humanos sem ser percebida, levou alguns dias, mas ela achou o rapaz. Ele estava jogado em uma ruazinha em um sono profundo segurando uma garrafa de run. Ao se aproximar a fadinha percebeu que apesar do seu aspecto lamentável, ele era muito bonito. A fadinha deu um ponta pé no rapaz para que pudesse acordar, ele pareceu desorientado. Até que abriu os olhos devagar e cambaleou um pouco ao olhar para cima, seus olhos eram negros exatamente como seus cabelos bagunçados.
- “O que voxe pensa que táá faxendo.” disse ele embriagado ainda.
- “Eu tenho notícias que podem lhe interessar.” Disse a fadinha.
- “Voxcê tem uuuma… garrafa de run ai?” disse o rapaz entre soluços.
-“Não.” respondeu a fadinha.
- “Então… nãão me interrressa.” Disse o bêbado.
- “Nem se forem informações sobre o seu filho.” Jogou Tis.
A reação não foi como Tis esperava, o rapaz arregalou os olhos e logo começou a chorar. Ela o ajudou a levantar e foram até a uma pensão que havia perto dali, a fadinha tinha algum ouro e pediu um quarto para que o rapaz pudesse recompor sua sobriedade. A fadinha esperou até o dia seguinte, o rapaz parecia outro muito mais limpo e de barba feita agora, mas ainda parecia triste e desorientado, ao vê-lo assim a fadinha pode entender porque a linda moça havia se apaixonado. Ele se dirigiu até ela.
- “Yurio” estendeu a mão o rapaz.
- “Acalântis, mas pode me chamar de Tis.” Retribuiu a fadinha.
- “O que você tem para me dizer?” Disse nervosamente o rapaz.
- “Eu vim te buscar para que você possa ver seu filho que estar para nascer.”
- “Meu filho…” pensou ele com um leve sorriso. “Eu pensei que Grazina jamais iria me perdoar… como ela está? É verdade que ela se casou com Berilo?” agora havia um pouco de remorso na voz do rapaz.
- “Ela está bem e casada com Berilo sim, porem eles não passam de bons amigos. Na verdade ela só casou-se com ele porque você havia fugido.”
- “o pai dela me ameaçou e logo depois me subornou para que eu saísse da cidade, ele definitivamente não gostava nem de mim nem da minha família. Eu sabia que seria impossível viver aquele romance em paz, então eu aceitei, para o próprio bem dela. Eu não sabia que ela estava grávida, se não eu teria a levado comigo.” Ele disse levando as mãos a cabeça. “Eu fui covarde. Eu não consegui passar muito tempo longe dela, e voltei para levá-la comigo… então ela já havia ido embora com Berilo.” Disse ele num tom de desespero.
- “Acalme-se Yurio, vai ficar tudo bem, Berilo me disse que ela te perdoa. Eu posso te levar onde eles estão.”
A fadinha levou Yurio aos bosques e revelou suas asas. Contou sobre seu segredo ao belo rapaz. Ela podia movê-lo no ar também. Eles viajaram voando pelos bosques. No caminho a fadinha contou-lhe sobre seu romance e ele pode contar mais detalhes do seu também, crescia aos poucos uma grande amizade.
Depois da pequena viagem eles chegaram até a casinha simpática de Berilo. Eles bateram na porta com ansiedade, mas ninguém atendeu. A fadinha resolveu entrar, a porta estava aberta.
- “Cadê ela Tis?” perguntou Yurio com ansiedade.
- “Devem ter saído apenas por um momento, logo voltam.” Disse a fadinha tentando disfarçar sua angustia ao ver casa vazia, aquela velha sensação de deja vu bateu.
- “Tis, tem um bilhete aqui, ele está com o seu nome.”
Ele entregou o bilhete a ela. Seu coração acelerou e o frio na barriga era inevitável. Ela exitou ao abrir, até que tomou coragem e começou a ler.
Minha fadinha,
Desculpe-me por ter que mentir para você, Grazina realmente esperava um filho de Yurio, o fato é que apesar de descobrir o que seu pai fez ela nunca perdoou nem ele nem o seu pai, e em um gesto de amizade eu não pude abandoná-la, assim que nos casamos para que eu pudesse assumir o filho fugimos e eu contei todo o meu passado de tritão. O tempo foi passando e a amizade se tornou carinho e amor, nós somos parceiros. Eu prometi sempre cuidar dela, uma pessoa que sempre me deu apoio. Nenhum amor comparado a paixão que eu ainda sinto por você. Quando você apareceu veio tudo a tona novamente, mas eu tive que manter minha promessa, o nosso filho já havia nascido. Eu menti quando disse que ela estava grávida ainda. No dia anterior ao que você apareceu nós fomos a uma feiticeira que prometeu transformar no três em tritãos, nós tínhamos planos de nos juntarmos a minha família novamente, ao abandonar o meu reino meu pai disse que me perdoaria pela minha escolha. Eu pensei em desistir do plano quando você apareceu, mas já era tarde, começaram a abrir as guelras do meu pescoço, ontem nos estávamos nos despedindo da terra. A criança vai ser tratada como um tritão. Diga ao Yurio que não vamos mentir sobre o verdadeiro pai. Por isso, eu pedi para você procurá-lo não só para que pudéssemos ir sem magoá-la, mas também para que você tenha alguém ao seu lado. A pesar de tudo eu sempre soube que ele era um ótimo rapaz. Espero que um dia você possa me perdoar por tantas mentiras. Eu continuo te amando e lembrando das nossas tardes de por-do-sol.
Amo-te para sempre,
Do seu tritão, Berilo.

A fadinha não podia sentir-se mais traída. Ela apenas chorava em desespero ao saber que nunca mais iria vê-lo. Seu corpo todo parecia dormente a dor. Ela não sabia o que pensar. Yurio resolveu consolá-la apesar da sua profunda tristeza ao também ler a carta.
E os dias seguiram assim, um consolando ao outro, a amizade já se transformava em carinho. A fadinha nunca esqueceu aquela carta, mas resolveu perdoar o tritão, assim como Yurio perdoou a linda mulher de cabelos loiros. O perdão amenizava a dor que ambos sentiam, então como um acordo eles conformaram-se em se tornar parceiros e passando a sentir amor um pelo outro aos poucos. Eles viveram muitos momentos felizes ao longo da vida e nunca mais tocaram no nome das antigas paixões. A vida passou e a fadinha percebeu que nem mesmo uma fada poderia viver para sempre de um conto de fadas.





Bem Vindo ao Municipio de Vida

1 04 2009

Uma certa vez tive um sonho incomum, com uma cidade incomum. Era uma cidadezinha chamada Vida, cheia de ruas e avenidas, que em sua maioria eram cheia de bifurcações, que infelizmente por ausência de mapas muitas pessoas acabavam se perdendo ou se encontrando na tal vida.

Na cidade havia algumas ruas principais. A primeira chamava-se Av. dos Amigos Para Sempre: era uma avenida muito arborizada, com duas faixas, pois as pessoas só andavam em grupos e por isso encotramos lá engarrafamento intenso, porém não havia nenhum sinal de transtorno e sim pessoas alegres, com o som alto, brincando e brindando com os carros vizinhos. Após essa avenida haviam várias bifurcações e caminhos confusos para onde a maioria queria ir, por isso muitos se atrapalhavam e adentravam a Rua Solidão, uma rua engarrafada, cercada de orfanatos e asilos, onde as pessoas que ali iam parar, ou xingavam demais ou choravam demais.

O destino esperado era a Av. Business do Sucesso, que ficava no centro da cidade cercada por enormes prédios e lojas, com árvores de dinheiro nos canteiros e com vários arco-íris. Uma avenida ampla com várias faixas, muitas ruas de entrada, retornos e viadutos, que se tornavam essenciais, já que a maioria dos seus motoristas andavam em alta velocidade a fim de chegar logo em seus arco-íris e resgatar seu prometido pote de ouro, com tal afobação, muitos se distraiam em passar uns pelos outros, para chegar primeiro, sem reparar na entrada correta, assim obrigados a pegar retornos ou ruas de acesso. Alguns desses motoristas jamais voltavam, por não conseguirem encontrar as ruas de acesso correta, assim entram na Rua Sanatório da Loucura, da Queda da Depressão ou na Rua da Inveja Mata, que os levavam para periferia da cidade.

Após passar o centro, encontrávamos uma avenida famosíssima chamada Av. do Amor Estar no Ar,mas que poucos já haviam realmente cruzado, pois essa rua era facilmente confundida com a Av. Calor da Paixão, essa sim! Já serviu de passagem para muitos motoristas da cidade, por ser uma avenida curta e de mais fácil acesso, porém agitada, com canteiros de rosas vermelhas, com mão dupla, conhecida, por se localizada na parte da cidade onde se fazia mais calor. Até que parecia mesmo com a Av. do Amor (muitos só a chamavam assim), se não fosse pelo fato dessa ser uma rua tranqüila e de clima mais ameno, que cruzava a cidade quase inteira, pois possuía um prolongamento chamado a Av. da Grande Família: uma avenida ampla, com várias faixas, calma e tranqüila, cercada por casas com grandes jardins, praças e playgrounds.

No sonho eu andava por toda a cidade e muitas vezes me via perdida, buscando informações com os moradores da tal cidadezinha e quase sempre quem me dava às informações era um velhinho e uma velhinha, que andavam sempre juntos e pareciam estar por todos os lugares. Até quando cheguei à última rua, na qual eles haviam me indicado, então resolvi perguntar o nome do casal. O senhor e a senhora ainda não quiseram me dizer seus nomes, porém a senhora disse que antes de ir embora, precisava conhecer um local onde, há muito tempo já levou o seu nome e me contaram também, que todos passavam por ele um dia. Então, me levaram a um beco muito curioso, cheio de curvas e com entradas de outros becos e ruelas. Ali algumas pessoas se emocionavam, choravam, abrasavam-se, beijavam-se, crianças, adultos, homens e mulheres. Alguns deixavam o local em uma calorosa despedida seguindo sozinhos até a Rua Solidão ou a Av. Business do Sucesso, outros pareciam não acreditar e andavam de mão dadas seguindo juntos a Av. do Amor ou a Av. do Amigos Para Sempre e assim vi, observei vários caminhos diferentes pessoas correndo desesperadas pra Rua da Depressão ou a Av. Calor da Paixão. Por um momento não entendi o que se passava. Por que pessoas que se encontravam podiam ter reações tão diversas? Então, mais uma vez o casal me explicou, que o tal beco tinha o poder de mudar a vida das pessoas. O senhor me contou que era taxista e com seus ajudantes, por conta própria, traziam algumas pessoas ao beco, por sua vez, a senhora falou que era a prefeita da cidade e que a oposição sempre a apelidou de Acaso. Então, ela se apresentou como Dona Destino e ele como Seu Tempo. Eles me contaram que eram casados e quase sempre estavam juntos, ao mesmo tempo me mostravam a placa com o nome do longo beco: “Beco do Destino”. Dona Destino era quem comandava a vida das pessoas mostrando os caminhos que elas podem seguir e o Seu Tempo era encarregado de levar as pessoas no momento certo ao “Beco do Destino“.

Subitamente acordei do sonho sentindo que tinha sido real. Continuei o dia com aquele sonho na cabeça. À medida que o dia passava, eu tinha mais certeza de que ele tinha algo real. Depois de dias, semanas, meses e anos o sonho não pode sair da minha cabeça e eu pude comprovar a sensação de que, na vida o tempo nos leva no momento certo a tomar as escolhas impostas pelo destino da maneira mais real possível.








Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.