Guarda Roupa

14 09 2009

Antes de mais delongas, vou dizer que estou com saudades e vim contar as notícias. A má notícia é que os rumos da minha vida não me permitem escrever assiduamente, mas para quem estava com saudades também, a boa notícia é que eu não vou abandonar o blog. Agora vamos deixar de blábláblá.
Existe uma pessoa presente na minha vida que costuma dizer que ninguém é insubstituível. Discordo e discuto para provar a minha tese de que todos nós somos insubstituíveis. E não quero fazer papo de alto ajuda. Pessoas que pensam que os outros são substituíveis são vazias tratam as pessoas pelos cargos que elas ocupam em suas vidas.
Cada pessoa tem suas características físicas, sua personalidade e sentimentos, que são fruto das suas experiências de vida e assim cada momento vivido com uma pessoa diferente é um momento único. Podemos até trocar de amigos, de namorados, de colegas de classe ou de trabalho, tem mães que podem tentar preencher uma lacuna do filho que morreu com uma outra criança. Sim,os cargos foram substituídos, mas os sentimentos, experiências e lembranças referentes a um outro alguém nunca serão substituídos.
Ser insubstituível é o que permite manter amizades e relacionamentos, como por exemplo, se uma pessoa é demitida da empresa em que trabalhava, seu cargo será ocupado, mas a sua personalidade jamais será, por isso, há como manter uma amizade com seus antigos colegas de trabalho.
Tem uma frase que diz “troca de namorado como quem troca de roupa”. E pra mim é frase de gente sensível. Nossa vida é como um guarda roupa, sempre tem uma blusa que você gosta e usa mais, uma calça que veste melhor, cada peça veste de uma maneira única em você, e mesmo que você rasgue e não sirva mais, os momentos que você passou vestida com ela foram únicos e nunca serão repedidos por mais que sejam vestidas outras roupas.





Xadrez Social

12 08 2009

Ai de volta a vida real. Acabaram-se as férias e eu estou de volta ao batente! Último semestre da Faculdade tecnológica de Gestão Ambiental. Foram dois anos cheios de particularidades e mudanças. A consciência de que um ano passa rápido todo mundo tem, mas de que as coisas mudam rápido demais, só aqueles que remetem-se a nostalgia de curtos ou longos períodos de tempo.
Um exemplo claro é o de uma sala de aula (da faculdade ou do jardim de infância). É sempre curioso como os amigos do inicio do ano nem sempre são os mesmos do final, sempre há uma decepção ou uma surpresa com alguém. Relações sociais sempre foram motivos para estudo, as vezes sentimos saudades de situações em que o destino separou, outras sentimos alivio pela mente que acordou. Julgar o que passou é para os tolos, entender é para os sábios.
As vezes penso nas relações da vida como um jogo de xadrez, a sempre dois lados, peças fracas, peças fortes, algumas se movimentam em direções distintas e com suas próprias características, protegem-se, arriscam-se, somem do tabuleiro, aproximam-se, afastam-se, permanecem juntas. No tabuleiro da vida as peças, por mais que pareçam ter movimento aleatório, sempre têm algum objetivo em mente, há as mais diversas estratégias, porém no fundo uma única finalidade: a de viver.





Histórias do Amor

31 07 2009

No mundo dos Sentimentos também há relacionamentos. O maior garanhão é o Amor, sim ele mesmo, a sua primeira namorada foi a Amizade, ela era uma moça bonita, descontraída e companheira, eles se davam muito bem, mas faltava alguma coisa e o namoro acabou não dando certo, sem ressentimentos acabaram amigos no fim. Depois o Amor se envolveu com a Mágoa, só umas ficadas, apesar de ela não ser tão bonita e ter uma personalidade difícil, meio melancólica o amor não tinha preconceitos, algo o atraiu e ele assumiu os sentimentos. No fim não durou muito tempo a Magoa era vingativa, tinha uma boa memória e não suportava as lembranças que a machucavam, acabaram brigados e a Magoa nunca mais falou ou sequer olhou na cara do Amor.
O Amor sempre saia arrasado, mas sempre foi sensato, entendendo o que era o melhor pra cada um.
Ainda vieram outras, como a Inveja. Até que o relacionamento durou alguns meses, mas era complicado se dar bem com alguém tão intolerante e competitiva. Outra foi a Felicidade, ela era de longe a namorada mais bonita que o Amor já teve e simpática, mas está contente o tempo inteiro, soava superficial. Era doloroso partir e seguir em frente, mas o amor sempre soube guardar as melhores lembranças de cada uma de suas garotas com quem se envolvia.
Até que ele encontrou a mulher da sua vida. Era ela a jovem e bonita Paixão. No começo ninguém acreditou que eles dariam certo, como poderiam duas pessoas tão diferentes podem ficar juntas? Ela era ciumenta, agitada, impulsiva, dominadora e intensa. Ele era tranqüilo, experiente, organizado e passivo. Após as discussões ele pensava, analisava, refletia e se sentia triste. Ela gritava, gritava mais um pouco, chorava, jogava vaso na parede… Apesar das diferenças eles se completavam, pois ambos eram verdadeiros um com o outro. A Paixão não sabia definir o que ela sentia pelo Amor, e vice e versa. Um dia resolverão se casar, e mas uma vez não souberam explicar o porque. Parece que entre o Amor e a Paixão nunca havia explicação. E mais uma vez eles foram felizes sem explicação. O Amor sempre teve medo da paixão se cansar e acabar o relacionamento como já fez com alguns ex, mas ai um dia ele ouviu ela o dizer “eu te amo” e descobriu que a paixão pode virar amor.








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