Tudo passa até UvaPassa

6 03 2010

O ano nem está na metade e eu já fico caquética como tanta coisa mudou. Há momentos de nossa vida, em que parecem que nada vai mudar, que nossa vida parou e assim vamos continuar acompanhando os acontecimentos de longe. Já há outros em que tudo pode acontecer. E eu estou num desses momentos em que tudo pode fluir para qualquer direção que o destino quiser.
É tão estranho a menos de meses está na faculdade e agora ser formada e ter um emprego. É tão estranho está ao lado de quem se ama e em outro não saber nem o que acontece na vida desse alguém. O mais estranho é perceber que quanto mais as coisas mudam, mais você se sente a mesma pessoa. Acho que a diferença é que agora tenho outras possibilidades apresentadas pela vida.
Todo mundo tem medo do novo, medo de arriscar. Contudo viver é arriscar e não petiscar, quanto mais trilhamos novos caminhos em busca dos nossos sonhos, maior é nosso risco de aprender. Se pensou em arrependimento esqueça, pois é errando que se aprende e que se segue em frente.
Hoje em dia as pessoas não correm, as pessoas voam. O mundo é dinâmico e prático. Olhar para trás é ter saudade, mas também é perder tempo. Pensar no futuro é ter sonhos, mas também é idealizar incertezas. Fluir com o presente é bobagem para quem pode evoluir com a vida.





Guarda Roupa

14 09 2009

Antes de mais delongas, vou dizer que estou com saudades e vim contar as notícias. A má notícia é que os rumos da minha vida não me permitem escrever assiduamente, mas para quem estava com saudades também, a boa notícia é que eu não vou abandonar o blog. Agora vamos deixar de blábláblá.
Existe uma pessoa presente na minha vida que costuma dizer que ninguém é insubstituível. Discordo e discuto para provar a minha tese de que todos nós somos insubstituíveis. E não quero fazer papo de alto ajuda. Pessoas que pensam que os outros são substituíveis são vazias tratam as pessoas pelos cargos que elas ocupam em suas vidas.
Cada pessoa tem suas características físicas, sua personalidade e sentimentos, que são fruto das suas experiências de vida e assim cada momento vivido com uma pessoa diferente é um momento único. Podemos até trocar de amigos, de namorados, de colegas de classe ou de trabalho, tem mães que podem tentar preencher uma lacuna do filho que morreu com uma outra criança. Sim,os cargos foram substituídos, mas os sentimentos, experiências e lembranças referentes a um outro alguém nunca serão substituídos.
Ser insubstituível é o que permite manter amizades e relacionamentos, como por exemplo, se uma pessoa é demitida da empresa em que trabalhava, seu cargo será ocupado, mas a sua personalidade jamais será, por isso, há como manter uma amizade com seus antigos colegas de trabalho.
Tem uma frase que diz “troca de namorado como quem troca de roupa”. E pra mim é frase de gente sensível. Nossa vida é como um guarda roupa, sempre tem uma blusa que você gosta e usa mais, uma calça que veste melhor, cada peça veste de uma maneira única em você, e mesmo que você rasgue e não sirva mais, os momentos que você passou vestida com ela foram únicos e nunca serão repedidos por mais que sejam vestidas outras roupas.





Nostalgia em Poesias

16 07 2009

Hoje me bateu uma sessão de nostalgia, por incrível que pareça às férias não estão trazendo inspiração. Então fui ver uns textos antigos, umas “poesias”, ai decidir compartilhar minha nostalgia. Selecionei alguns que eu mais gosto:

* Nessa vida tudo muda, até BerMuda
É estranho olhar para trás e ver que tudo mudou
Um paradoxo acontece
Quanto mais às coisas mudam, mais as pessoas parecem ser as mesmas
E quando a vida apresenta uma nova bifurcação no caminho
Não siga pelo caminho de sempre, arrisque, não hesite e se der não petisque
Bate o medo da nossa paz sumir
E se sumir??
Apenas siga em frente, sem se preocupar
Não tenha medo, deixe fluir,
Q vai evoluir
Pois é errando que se aprende
E que não se arrepende
Afinal, nessa vida tudo passa até Uva Passa

*Uma certa vez li em algum lugar
“Para que sofrer se nada é eterno?”
O reboot veio:
“Pra que viver se toda felicidade é em vão?”
Não há como ser feliz sem saber o que é ruim
Não há como saber o que é ruim sem sofrer
Nenhum sofrimento é em vão
Toda felicidade é eterna
O melhor é usufruir da eternidade
Com os ensinamentos
De nobres sentimentos

* Na falta de oráculos para preverem um futuro
Muitos tentam viver de lembranças
Que sempre são abaladas pelas surpresas do momento
Cada tempo nos faz ver a vida de uma maneira diferente
O passado nos permite entender e descobrir
O presente nos permite sentir e agir
O futuro nos permite criar, imaginar
Estranho como o passado logo se torna futuro
A um segundo atrás você já descobriu, sentiu, imaginou…
Estranho pensar q sua vida é a mesma de sempre
Mais estranho é achar q tudo mudou
Não viver o passado
Não sonhar com o futuro
Fluir com o presente
E deixar q o mundo te leve aonde quer chegar





Ironias do Luto

15 05 2009

A novidade de hoje me deixou no mínimo perplexa. Quando entrava na faculdade em mais um dia comum encontrei uma amiga chorando no caminho de volta, então dei um abraço nela sem imaginar o motivo, ai ela me explica que um colega da época do ensino médio morreu. A notícia me pegou de surpresa, eu fiquei chocada literalmente. Esse não era o futuro que a gente imaginava para qualquer pessoa do meu ciclo de amizades daquele tempo feliz.
Em qualquer tempo, não há nada que nos abale mais do que a morte. Uma ironia é pensar dessa forma sobre um assunto certo em nossas vidas, a nossa única certeza. Mas também é uma ironia pensar que o padrão “nascer, crescer e morrer” foi alterado, dessa forma não morre só uma pessoa, mas sim um filho, um namorado, um amigo, um colega… não importa a patente, pois foi embora uma pessoa que tinha um mundo pela frente, isso choca e revolta qualquer ser envolto num ciclo em comum com a vítima, claro que os mais próximos sofrem por saber mais especificamente o que foi perdido.
Eu era apenas colega do garoto e nunca troquei mais de algumas palavras, mas não sou poupada da profunda tristeza, que assola a todos neste momento. Lembro-me dos momentos de adolescente, da turma que nós andávamos e dos momentos felizes. Diante da maior das ironias o que nos resta é lembrar das alegrias e virtudes de um jovem, que acima de tudo viveu.





Bem Vindo ao Municipio de Vida

1 04 2009

Uma certa vez tive um sonho incomum, com uma cidade incomum. Era uma cidadezinha chamada Vida, cheia de ruas e avenidas, que em sua maioria eram cheia de bifurcações, que infelizmente por ausência de mapas muitas pessoas acabavam se perdendo ou se encontrando na tal vida.

Na cidade havia algumas ruas principais. A primeira chamava-se Av. dos Amigos Para Sempre: era uma avenida muito arborizada, com duas faixas, pois as pessoas só andavam em grupos e por isso encotramos lá engarrafamento intenso, porém não havia nenhum sinal de transtorno e sim pessoas alegres, com o som alto, brincando e brindando com os carros vizinhos. Após essa avenida haviam várias bifurcações e caminhos confusos para onde a maioria queria ir, por isso muitos se atrapalhavam e adentravam a Rua Solidão, uma rua engarrafada, cercada de orfanatos e asilos, onde as pessoas que ali iam parar, ou xingavam demais ou choravam demais.

O destino esperado era a Av. Business do Sucesso, que ficava no centro da cidade cercada por enormes prédios e lojas, com árvores de dinheiro nos canteiros e com vários arco-íris. Uma avenida ampla com várias faixas, muitas ruas de entrada, retornos e viadutos, que se tornavam essenciais, já que a maioria dos seus motoristas andavam em alta velocidade a fim de chegar logo em seus arco-íris e resgatar seu prometido pote de ouro, com tal afobação, muitos se distraiam em passar uns pelos outros, para chegar primeiro, sem reparar na entrada correta, assim obrigados a pegar retornos ou ruas de acesso. Alguns desses motoristas jamais voltavam, por não conseguirem encontrar as ruas de acesso correta, assim entram na Rua Sanatório da Loucura, da Queda da Depressão ou na Rua da Inveja Mata, que os levavam para periferia da cidade.

Após passar o centro, encontrávamos uma avenida famosíssima chamada Av. do Amor Estar no Ar,mas que poucos já haviam realmente cruzado, pois essa rua era facilmente confundida com a Av. Calor da Paixão, essa sim! Já serviu de passagem para muitos motoristas da cidade, por ser uma avenida curta e de mais fácil acesso, porém agitada, com canteiros de rosas vermelhas, com mão dupla, conhecida, por se localizada na parte da cidade onde se fazia mais calor. Até que parecia mesmo com a Av. do Amor (muitos só a chamavam assim), se não fosse pelo fato dessa ser uma rua tranqüila e de clima mais ameno, que cruzava a cidade quase inteira, pois possuía um prolongamento chamado a Av. da Grande Família: uma avenida ampla, com várias faixas, calma e tranqüila, cercada por casas com grandes jardins, praças e playgrounds.

No sonho eu andava por toda a cidade e muitas vezes me via perdida, buscando informações com os moradores da tal cidadezinha e quase sempre quem me dava às informações era um velhinho e uma velhinha, que andavam sempre juntos e pareciam estar por todos os lugares. Até quando cheguei à última rua, na qual eles haviam me indicado, então resolvi perguntar o nome do casal. O senhor e a senhora ainda não quiseram me dizer seus nomes, porém a senhora disse que antes de ir embora, precisava conhecer um local onde, há muito tempo já levou o seu nome e me contaram também, que todos passavam por ele um dia. Então, me levaram a um beco muito curioso, cheio de curvas e com entradas de outros becos e ruelas. Ali algumas pessoas se emocionavam, choravam, abrasavam-se, beijavam-se, crianças, adultos, homens e mulheres. Alguns deixavam o local em uma calorosa despedida seguindo sozinhos até a Rua Solidão ou a Av. Business do Sucesso, outros pareciam não acreditar e andavam de mão dadas seguindo juntos a Av. do Amor ou a Av. do Amigos Para Sempre e assim vi, observei vários caminhos diferentes pessoas correndo desesperadas pra Rua da Depressão ou a Av. Calor da Paixão. Por um momento não entendi o que se passava. Por que pessoas que se encontravam podiam ter reações tão diversas? Então, mais uma vez o casal me explicou, que o tal beco tinha o poder de mudar a vida das pessoas. O senhor me contou que era taxista e com seus ajudantes, por conta própria, traziam algumas pessoas ao beco, por sua vez, a senhora falou que era a prefeita da cidade e que a oposição sempre a apelidou de Acaso. Então, ela se apresentou como Dona Destino e ele como Seu Tempo. Eles me contaram que eram casados e quase sempre estavam juntos, ao mesmo tempo me mostravam a placa com o nome do longo beco: “Beco do Destino”. Dona Destino era quem comandava a vida das pessoas mostrando os caminhos que elas podem seguir e o Seu Tempo era encarregado de levar as pessoas no momento certo ao “Beco do Destino“.

Subitamente acordei do sonho sentindo que tinha sido real. Continuei o dia com aquele sonho na cabeça. À medida que o dia passava, eu tinha mais certeza de que ele tinha algo real. Depois de dias, semanas, meses e anos o sonho não pode sair da minha cabeça e eu pude comprovar a sensação de que, na vida o tempo nos leva no momento certo a tomar as escolhas impostas pelo destino da maneira mais real possível.








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